domingo, 4 de fevereiro de 2018

Se cumpridas promessas de Serra e Alckmin, Metrô-SP teria 46 estações a mais hoje

Se cumpridas promessas de José Serra e Geraldo Alckmin, Metrô-SP teria 46 estações a mais hoje Hoje em obras, a Estação Vila Sônia tinha previsão de entrega para o primeiro semestre de 2014

Hoje em obras, a Estação Vila Sônia tinha previsão de entrega para o primeiro semestre de 2014

As escolhas profissionais de Pamela Kaline são baseadas na disponibilidade de transporte público da região onde vive. Moradora de Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade de São Paulo, a pedagoga trabalha como gerente do restaurante McDonald's do Shopping Aricanduva, o mais próximo de sua residência. O percurso, feito pelo ônibus do Terminal Cidade Tiradentes até o shopping, demora cerca de duas horas, além de sempre estar lotado.

O ponto inicial de seu trajeto abrigaria o monotrilho da Linha 15-Prata, projetado para ser o principal meio de ligação entre o extremo leste da cidade e o centro. A estação está, no entanto, atrasada, uma realidade comum nas obras de transporte do governo de São Paulo, há 23 anos comandado pelo PSDB e hoje liderado por governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A Linha 15-Prata era o antigo Fura-Fila, proposta dos ex-prefeitos de São Paulo Paulo Maluf, atualmente preso, e Celso Pitta. Em 2009, Gilberto Kassab (PSD) e José Serra (PSDB), respectivamente prefeito e governador de São Paulo na época, anunciaram que o Fura-Fila não seria um corredor de ônibus, mas um metrô leve. A obra passou, então, para a administração estadual. Naquele momento, a previsão de Serra era de que as 18 estações fossem entregues em 2012. O prognóstico não ficou nem perto do prometido.

Alckmin, que assumiu o governo em 2011, disse que as duas primeiras estações seriam abertas em janeiro de 2014. Ambas (Vila Prudente e Oratório) foram entregues em agosto daquele ano. A estação Cidade Tiradentes, que ajudaria Kaline, não está sequer em obras.

O monotrilho seria o responsável por levar a pedagoga até o seu trabalho com maior rapidez e conforto. Com base no tempo gasto entre uma estação e outra da linha, Kaline economizaria pelo menos dez minutos só na ida. Para ela, o atraso nas obras é fruto do descaso com a população que depende diariamente do transporte público.

"A maioria das pessoas depende disso para trabalhar, ainda mais quem mora na zona leste, tudo é longe", diz. "E aqui ainda é o extremo leste. Os políticos investem dinheiro nas obras e depois simplesmente abandonam”, completa.

Se todas as previsões feitas ao longo dos últimos anos pelo governo estadual tivessem sido concretizadas, em janeiro de 2018 a malha metroviária de São Paulo contaria com sete linhas completas – Azul, Verde, Vermelha, Amarela, Lilás, Prata e Ouro – e com a linha 18-Bronze em vias de finalização da obra. Atualmente, apenas as linhas 1-Azul e 3-Vermelha, cujas obras tiveram início nos anos 1970, estão finalizadas.

Se todas as previsões feitas ao longo dos últimos anos pelo governo estadual tivessem sido concretizadas, em janeiro de 2018 a malha metroviária de São Paulo contaria com sete linhas completas – Azul, Verde, Vermelha, Amarela, Lilás, Prata e Ouro – e com a linha 18-Bronze em vias de finalização da obra. Atualmente, apenas as linhas 1-Azul e 3-Vermelha, cujas obras tiveram início nos anos 1970, estão finalizadas.

Se cumpridas essas expectativas, hoje o Metrô contaria com 121 estações distribuídas por toda a Grande São Paulo, com exceção do ABC, que teria sua conexão feita pela linha 18-Bronze, que estaria em obras. Só que 46 estações não foram entregues.

Somadas, as promessas indicavam a construção de 56 estações em sete linhas. Assim, as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro estariam finalizadas. De 2011 para cá, no entanto, o governador entregou dez estações, sendo duas da linha prata, quatro da linha amarela e quatro da linha lilás.

Quatro delas foram inauguradas em 2014, quando o governador disputou a reeleição, mas todas obras começaram durante o governo de José Serra (PSDB), seu antecessor.

Quatro delas foram inauguradas em 2014, quando o governador disputou a reeleição, mas todas obras começaram durante o governo de José Serra (PSDB), seu antecessor.

Em 2017, novas paradas foram entregues. Às vésperas da campanha para a eleição presidencial, Alckmin entregou as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, da Linha 5-Lilás e a estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, em um período recorde de 5 meses.Outras estações dessas e de outras linhas sequer saíram do papel.

Moradora do extremo leste da Cidade, Kaline demora cerca de uma hora e dez para chegar ao trabalho (Victória Damasceno)

Moradora do extremo leste da Cidade, Kaline demora cerca de uma hora e dez para chegar ao trabalho (Victória Damasceno)

As obras dos monotrilhos, sob jurisdição do Metrô-SP, também têm suas previsões de entrega cada vez mais retardadas. A Linha 18-Bronze, que ligaria a capital a Santo André, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo, não tem previsão para o início das obras. O contrato com o consórcio foi assinado por Alckmin em 2014 e, segundo o governo, falta financiamento federal para prosseguir as obras.

O acesso ao aeroporto de Congonhas, o terceiro mais movimentado do País, seria feito pelo monotrilho da Linha 17-Ouro. Em construção desde 2012, o monotrilho fazia parte do pacote de transportes a serem oferecidos para a Copa de 2014, quando o estádio do Morumbi era planejado para ser a sede paulista dos jogos. Após anos de atraso, a nova previsão é de que seja inaugurada em dezembro de 2019.

O trajeto original contava com ligações com as linhas 1-Azul, 4-Amarela, 5- Lilás, e 9-Esmeralda da CPTM. Em 2016, o Metrô-SP rescindiu o contrato com o consórcio responsável pela obra, representado pela construtora Andrade Gutierrez, devido ao abandono dos canteiros. No novo contrato, o governo diminuiu o número de estações, e as linhas 4-Amarela e 5-Lilás deixaram de ser contempladas pela conexão com o monotrilho.

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A Linha 4-Amarela seria a responsável por fazer o transporte dos passageiros do extremo oeste para o centro, mas também segue atrasada. Vitrine tucana das eleições paulistas, a linha quatro chegou a ser prometida por Serra durante a corrida pela Prefeitura em 1996.

O início das obras, porém, só ocorreu em 2004, na gestão de Alckmin, e o primeiro trecho - com as estações Luz, República, Paulista, Pinheiros e Faria - tinha previsão de inauguração para 2007, mas foi entregue em 2010, com três anos de atraso. Para o mesmo ano era prevista a conclusão do projeto prioritário da linha, no trecho da Vila Sônia até a Luz, com 11 paradas. A estação Vila Sônia, também próxima ao estádio do Morumbi, só será inaugurada em 2019.

Em 2011, as paradas Butantã e Pinheiros integraram a linha, que só teve uma nova inauguração em novembro 2014, a estação Fradique Coutinho. Em janeiro passado foi finalizada a obra de Higienópolis-Mackenzie, que opera em regime especial, das 10 às 15h. Das 13 estações previstas, oito foram entregues.

O último trecho, com as estações Jardim Jussara e Taboão da Serra, está na fase executiva do projeto. Em 2012, Alckmin foi a Taboão da Serra, município da Grande São Paulo, e prometeu que a Linha 4-Amarela chegaria até a cidade até 2016. Em 2017, o tucano anunciou que a construção das duas estações ficaria para seu sucessor.

A candidatura e a Linha Lilás

Morador do Capão Redondo, região sul de São Paulo, Manuel Vieira Silva, 56 anos, trabalha em frente às obras da estação Vila Sônia, também da linha amarela e cuja previsão de entrega é o fim de 2019. Operador em uma distribuidora de leite, Vieira demora pouco mais de uma hora para chegar ao seu trabalho. Para ele, a entrega da estação representaria uma economia de tempo, além de garantir que metade do valor gasto com as passagens voltasse para o orçamento familiar.

Ao lado de sua esposa, Manuel divide as contas da casa. Com uma filha de 15 anos e outra de 18, o operador considera injusto eleger um candidato que não consegue cumprir as promessas eleitorais. Apesar de não se lembrar qual foi o seu voto nas últimas eleições para o governo do estado, o operador atribui os atrasos ao descaso de Alckmin com a população que o elegeu.

“Ele não deveria fazer isso agora, em ano de eleições. Como a pessoa vai se candidatar se já está fazendo uma coisa dessa? Como alguém vai demonstrar confiança nele? Se ele entrar lá a gente já vai desacreditar. Se como governador ele atrasa as coisas, imagina se for presidente?”, lamenta.

Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Alckmin concentra esforços para entregar mais estações da Linha 5-Lilás neste ano eleitoral. Considerada isolada do restante da malha metroviária, ela é a responsável pelo transporte de 855 mil passageiros por dia, e ligaria o extremo sul da cidade às demais regiões. Atualmente sua única ligação é com a Linha 9-Esmeralda da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Suas obras foram iniciadas ainda na gestão de Mário Covas (PSDB), em 1998. As seis primeiras estações foram entregues em 2002, ano em que Alckmin foi eleito governador pela primeira vez. Somente após 12 anos, já na segunda gestão do tucano, uma nova entrega foi feita, com a parada em Adolfo Pinheiro.

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Para janeiro de 2018, havia a promessa de entrega da estação Eucaliptos, que também não foi cumprida. As previsões seguem para fevereiro com Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo. Para abril, estão previstas as paradas Santa Cruz e Chácara Klabin, responsáveis pela ligação com as linhas 2-Azul e 3-Verde, respectivamente.

Hoje, todo o percurso inexistente é oferecido por ônibus municipais. A estimativa é de que por meio do metrô o usuário levasse aproximadamente 36 minutos para chegar até a linha verde. A reportagem de CartaCapital realizou o mesmo percurso de ônibus e gastou um total de duas horas e 17 minutos, quatro vezes mais.

Questionada sobre os atrasos das obras, em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, a STM respondeu que "há hoje grande dificuldade para a expansão da malha metroferroviária devido à crise econômica, fiscal e política que tomou conta do País, especialmente após a Operação Lava Jato".

Leilões

Com a expectativa de “ganhos de qualidade e eficiência”, o governo do Estado leiloou as linhas 5 lilás e 17 ouro, oferecendo uma concessão de 20 anos ao Consórcio Viamobilidade, pelo lance de 553,88 milhões de reais. O consórcio é formado pelas empresas Ruasinvest e Grupo CCR, também concessionárias da linha 4 amarela, juntamente com o grupo oriental liderado pela Mitsui.

O leilão foi realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no último dia 18 e marcado por protestos dos metroviários. Em resposta ao leilão, o Sindicato dos Metrôs de SP realizou uma greve durante 24 horas, que afetou todas as linhas do metrô, com exceção da linha 4 amarela, que é privatizada.

A linha 17 Ouro será a responsável pela ligação com Congonhas, mas ainda não há previsão de entrega (Victória Damasceno)

A linha 17 Ouro será a responsável pela ligação com Congonhas, mas ainda não há previsão de entrega (Victória Damasceno) Na ocasião, o secretário de Transportes Metropolitano, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que nenhum funcionário do metrô nestas linhas será demitido, mas que poderão ser remanejados para outras funções.

Antes da realização do pregão, a 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital emitiu uma liminar que suspendia a licitação e consequentemente o leilão de controle e manipulação das linhas. O pedido acatado pelo juiz Adriano Marcos Laroca havia sido enviado pela bancada do PSOL em parceria com os metroviários.

A justificativa dizia que o valor mínimo de outorga fixado em 180 milhões estava muito abaixo dos custos das obras de construção das linhas. No mesmo dia a liminar foi suspensa pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo a pedido do Metrô e o leilão ocorreu normalmente.

Fonte:Carta Capital

sábado, 30 de dezembro de 2017

João Dória e Geraldo Alckmin aumentarão ônibus e metrô para R$ 4. Vai ter protesto?

Joao Dória e Geraldo Alckmin aumentarão ônibus e metrô para R$ 4. Vai ter protesto?Em janeiro a tarifa do ônibus e do metrô em São Paulo aumentarão para quatro reais.
A tarifa de ônibus na cidade de São Paulo será reajustada de R$ 3,80 para R$ 4 em janeiro de 2018. O valor foi definido nesta quarta-feira (27), conforme a Folha apurou.
O aumento na passagem também deverá ser seguido pelo metrô e pelos trens da CPTM, após conversas entre as gestões João Doria (PSDB) e Geraldo Alckmin para adotar uma elevação conjunta.
O reajuste definido, de 5,3%, fica abaixo da inflação acumulada desde a data do último aumento, em janeiro de 2016: 8,9% do IPCA (IBGE) e 8,4% do IPC-SP (Fipe).
A nova tarifa poderá entrar em vigor no dia 7 de janeiro.
Tanto Alckmin quanto Doria são cotados para a disputa eleitoral no ano que vem.
O governador deve disputar a Presidência da República pelo PSDB. O prefeito é um dos nomes cogitados pelo partido ao governo paulista.
Após ser eleito, Doria prometeu congelar a tarifa de ônibus em 2017 –decisão que levou ao crescimento de subsídios ao transporte para um patamar perto de R$ 3 bilhões.
Essa quantia é repassada pelo poder público às empresas de ônibus para compensar a diferença entre os custos e a arrecadação do sistema.
A preocupação de políticos com a impopularidade de reajustes da tarifa de transporte aumentou depois de 2013, quando uma série de protestos pelo país levou governos a recuarem do aumento.
O último reajuste em São Paulo ocorreu em janeiro de 2016, na gestão Fernando Haddad (PT), que, junto com Alckmin (PSDB), subiu a tarifa de R$ 3,50 para R$ 3,80.
Em abril deste ano, já na gestão João Doria (PSDB), houve alta na integração, para quem utiliza conjuntamente metrô, trem e ônibus (de R$ 5,92 para R$ 6,80), mas não no preço unitário.
O prefeito também reajustou os bilhetes diário (de R$ 16 para R$ 20) e mensal (de R$ 230 para R$ 300) –no caso, acima da inflação.
A Justiça chegou a suspender os aumentos, apontando que pessoas que moram em locais mais distantes seriam mais prejudicadas. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, porém, os liberou.
Os Movimento Passe Livre ficou na moita ante o aumento de algumas tarifas de ônibus que Doria aplicou no ano passado. Agora, a passagem aumentará em geral – os mesmos 20 centavos de 2013. Será que os cretinos que tocaram fogo no país em 2013 vão continuar na moita? O protesto era contra os 20 centavos ou era contra o  PT?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

​Por tempo de TV, Alckmin quer ser o novo Aécio, o tucano de Temer


​Por tempo de TV, Alckmin quer ser o novo Aécio, o tucano de Temer

Geraldo Alckmin, ao prometer ontem que “haverá punição” aos deputados do PSDB  que votarem – se houver  votação – contra a reforma da Previdência, nada mais faz que oferecer o partido, por vantagens, a Michel Temer, tal como fez seu antecessor na presidência dos tucanos, Aécio Neves.
Quer, para sua candidatura, o tempo de televisão do PMDB e da base governista, mostrando o quanto está disposto a assumir do desgaste da defesa das políticas temeristas, embora amenizado pelo fato de que, todos sabem, não deve haver a votação da proposta em fevereiro, pelas mesmas razões que não houve em dezembro.
É provável que, embora com a evidente anemia de sua candidatura, o consiga, porque Henrique Meirelles, que não tem coisa alguma a seu favor, exceto a mídia “mercadista” deve arcar  com os ônus da promessa não entregue de melhorar a drenagem de recursos da Previdência para o rentismo.
Nem a velhinha de Taubaté acha que o PSDB vai punir as duas dezenas de deputados que votariam contra a reforma. Até porque, provavelmente, não a votarão: basta-lhes colocar no Governo a dúvida de que não votarão para que a votação não aconteça.
Ninguém se iluda, só há uma bússola e um relógio na política (para não falar na Justiça): as eleições de 2018.
Sem carisma ou identidade popular, Geraldo Alckmin depende de uma supremacia de propaganda de massa que só Temer e o PMDB podem lhe dar.
Comprá-la, mesmo que ao preço da não-eleição de deputados do PSDB cuja votação será prejudicada pela tunga aos aposentados e aos trabalhadores da ativa, é negócio que lhe interessa.
Como toda “esperteza”, isso poderá cobrar ao “esperto” um preço caro.
Inclusive na eleição paulista, pondo em risco o “ninho”.
do Tijolaço

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Camargo Corrrea delata cartel do metrô de Geraldo Alckmin, mas Sergio Moro Ignora o caso


Camargo Corrrea delata cartel do metrô de Geraldo Alckmin, mas Sergio Moro Ignora o caso

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instaurou processo para apurar um suposto cartel formado por empreiteiras que teria durado 16 anos e envolveria licitações de projetos de metrô em sete Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.
Desdobramento da Operação Lava Jato, a investigação utiliza informações obtidas por meio de um acordo de leniência (espécie de delação premiada envolvendo empresas) com a empreiteira Camargo Corrêa, firmado na última terça-feira (5).
O acordo foi assinado pelo Cade em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo. Com o acordo de leniência, a empresa, executivos e ex-funcionários forneceram informações e apresentaram documentos que comprovariam as denúncias a fim de colaborar com as investigações sobre o cartel.
Ao menos 21 licitações foram afetadas pelo esquema, que teve início em 1998 e teria durado até 2014, segundo o acordo firmado. Além da Camargo Corrêa, outras oito empresas estiveram envolvidas: Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Carioca, Marquise, Serveng e Constran.
Também é investigada a possibilidade de que outras dez construtoras tenham participado do conluio. São elas: Alstom, Cetenco, Consbem, Construcap, CR Almeida, Galvão Engenharia, Heleno & Fonsec, Iesa, Mendes Junior e Siemens.
Caso seja comprovada culpa das empresas citadas, elas podem ser condenadas a pagar multa de até 20% sobre seu faturamento. Já as pessoas físicas, caso identificadas e condenadas pelo Tribunal do Cabe, sujeitam-se a multas de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.
Segundo a lei, por meio de um acordo de leniência, a empresa que assumir os crimes cometidos pode ter desde a extinção da ação punitiva da administração pública até redução de um a dois terços da penalidade desde que haja colaboração efetiva com as investigações. A empresa também poderá continuar celebrando contratos com o governo.
As obras suspeitas
Segundo o Cade, o cartel atingiu ao menos 21 licitações públicas no Brasil. O órgão separou os casos por período. Entre 1998 e 2005.
Duas obras para a linha 2-verde de São Paulo foram confirmadas.
Ainda de acordo com o Cade, “há indícios de que também houve acordos anticompetitivos concluídos e implementados em 2008 que afetaram outras duas obras para a linha 2–verde e linha 5–lilás, ambas em São Paulo”.
Em nota, o Cade diz ainda que em oito licitações realizadas entre 2008 e 2013, “os acordos foram planejados, mas não chegaram a ser implementados por razões alheias ao cartel”. São elas:
  • São Paulo: Projeto de trecho paralelo à Raposo Tavares (futura Linha 22) e projeto na região M’Boi Mirim, ambas no monotrilho.
Segundo o Cade, também houve tentativa de conluio entre 2010 e 2014 para a linha 15-prata e a linha 17-ouro, ambas do monotrilho de São Paulo, e a linha 6-laranja, do metrô também na capital paulista.
Outros estados também foram beneficiados pelo esquema de Cartel e estão sendo investigados.
Fonte  Katyta

sábado, 16 de dezembro de 2017

ALCKMIN: PSDB PUNIRÁ QUEM VOTAR CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA



ALCKMIN: PSDB PUNIRÁ QUEM VOTAR CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIAGovernador de São paulo e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que os parlamentares tucanos que votarem contra a reforma da Previdência serão punidos pela legenda; "Terá punição, mas nós vamos estabelecer...o nosso momento não é de discutir punição, é convencimento. É convencimento", disse; PSDB fechou questão a favor da reforma previdenciária, mas não definiu punições para os parlamentares que votarem de forma contrária à decisão partidária

São Paulo 247O governador de São paulo e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que os parlamentares tucanos que votarem contra a reforma da Previdência serão punidos pela legenda. "Terá punição, mas nós vamos estabelecer...o nosso momento não é de discutir punição, é convencimento. É convencimento", disse Alckmin. O PSDB fechou questão a favor da reforma previdenciária, mas não definiu punições para os parlamentares que votarem de forma contrária à decisão partidária.

O apoio do PSDB à reforma da Previdência é considera fundamental pelo governo Temer , que conta com os 46 deputados tucanos para obter os 308 votos necessários à aprovação cuja votação foi adiada para fevereiro do próximo ano.
"Era para votar em dezembro, ficou pra fevereiro, nós continuamos favoráveis, se ficar pra março continuaremos favoráveis. Entendemos que é uma questão de justiça, no sentido de ter um tratamento mais justo entre setor privado e público e para evitar o déficit, porque isso pode comprometer o equilíbrio das finanças públicas", justificou Alckmin.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Geraldo Alckmin defende que tucanos votem a favor da reforma da Previdência

Temer e Alckmin combinado tirar direitos do povo Alckmin defende que tucanos votem a favor da reforma da Previdência
Após assumir a presidência do PSDB, o governador Geraldo Alckmin (SP) adotou discurso mais enfático em apoio à agenda econômica do governo Michel Temer e defendeu que deputados tucanos sejam obrigados a apoiar a reforma da Previdência. 
"Minha posição pessoal é pelo fechamento de questão [determinação do partido para que todos os deputados votem de uma mesma forma sob pena de punição]", disse em entrevista após a convenção. 
"Mas essa não é uma decisão só da Executiva, é também da bancada, pelo estatuto. O caminho agora é o do convencimento", afirmou o governador. Ele prometeu marcar reunião com parlamentares tucanos sobre a questão na semana que vem. 
Em seu discurso, instantes antes, Alckmin havia endossado a pauta das reformas do Estado, em uma tentativa de vincular o PSDB a essa agenda, e responsabilizou o PT pela recessão dos últimos anos. 
"Temos compromisso com as reformas que vão dar condições para o Brasil voltar a crescer. Sabemos como chegar lá, acreditamos em políticas públicas perenes, e não em bravatas de marketing." 
O tucano disse que o partido "reitera sua disposição no âmbito do Congresso à aprovação de reformas necessárias ao nosso país" e apontou que a reestruturação da Previdência visa a combater privilégios. "É necessária para não termos brasileiros de duas classes", discursou. 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu discurso, foi na mesma linha. "A Previdência está insustentável. Nós temos que votar a reforma da Previdência, mas não podemos fechar os olhos e ceder às corporações. As corporações são inimigas do povo brasileiro", afirmou. 
TEMER — Ao se posicionar ao lado do Palácio do Planalto na agenda econômica, Alckmin faz frente ao ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que trabalha para se viabilizar como o candidato do governo à Presidência em 2018 e chegou a dizer, em entrevista à Folha, que o tucano não seria o candidato do governo. 
O entorno do presidente Michel Temer (PMDB) se incomodou com o tucano, que diversas vezes, disse que, se dependesse dele, o PSDB nunca teria embarcado na administração federal. 
Dois dos quatro ministros tucanos deixaram a Esplanada antes da convenção, mas não evitaram a deterioração da relação do governo com o PSDB. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), inclusive, disse que o PSDB não era mais da base, antes de qualquer anúncio oficial tucano. 
Os acenos de Alckmin de que se empenhará para garantir votos do PSDB para aprovar a reforma da Previdência responde inclusive a uma ala do próprio partido, que trabalha pela aproximação com o PMDB de Temer.
LIBERAL  —  Em seu discurso, Alckmin fez uma fala liberal favorável ao enxugamento do tamanho do Estado. "Já passou da hora de tirar o peso desse Estado ineficiente das costas dos trabalhadores e empreendedores brasileiros", declarou. 
"O PSDB é um instrumento da modernização do Brasil, o Brasil desburocratizado" afirmou. "Vamos perseguir a inovação de forma obsessiva." O tucano também se disse a favor de privatizações, das concessões e das PPPs (parcerias público-privadas).

sábado, 2 de dezembro de 2017

Os esqueletos no armário de Geraldo Alckmin


Alckmin foi diretamente beneficiado pela derrocada política de Aécio Neves / Luis Blanco/A2IMG

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, passou os últimos dias reunindo forças para assumir o comando do PSDB e apaziguar a crise interna vivida pelo partido nos últimos tempos. O motivo não é segredo para ninguém: sua vontade de disputar o Palácio do Planalto em 2018 como o candidato tucano.
Alckmin foi diretamente beneficiado pela derrocada política do último colega de partido que tentou o cargo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O mineiro perdeu seu cacife depois ter sido acusado de pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS e de seu primo, Frederico Medeiros, ser flagrado recebendo malas de dinheiro do operador da empresa, Ricardo Saud.
Mas e o paulista, em sua segunda disputa, não possui nada para assombrá-lo? Confira 6 episódios que você precisa saber (ou lembrar) sobre Alckmin:
1. Citado por 3 delatores da Odebrecht:
O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 22 de novembro, um pedido de abertura de inquérito contra o governador Geraldo Alckmin devido às delações de três ex-executivos da Odebrecht. Benedicto Júnior, Carlos Armando Paschoal e Arnaldo de Souza e Silva disseram que a Odebrecht repassou,  por meio de caixa 2, um total de R$ 10,3 milhões para as duas candidaturas de Alckmin ao governo de São Paulo: R$ 2 milhões em 2010 e outros R$ 8,3 milhões em 2014.
Embora o ex-procurador-geral Rodrigo Janot tenha solicitado a abertura de inquérito em abril e o ministro Edson Fachin tenha ordenado o envio de documentos para o STJ, responsável pelo julgamento de governadores, até o momento as investigações não foram iniciadas e aguardam, agora, a autorização da ministra Nancy Andrigui.
O que o governador disse: Desde que as acusações se tornaram públicas, o governador nega ter recebido doações por caixa dois.
2. Desvio de verba da merenda escolar:
A Operação “Alba Branca”, da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de São Paulo, deflagrada em janeiro de 2016, investiga um esquema de fraude na compra de alimentos para merenda de prefeituras no interior de SP e do governo estadual. Segundo integrantes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), que fizeram delação premiada, políticos tucanos, com cargos de confiança no governo do estado, cobravam propina de contratos feitos entre creches e escolas públicas de ao menos 22 cidades entre 2015 e 2016. O total desviado ainda é desconhecido, mas os delatores contaram que a taxa cobrada variava entre 5% e 25%. Entre os que teriam recebido propina no esquema estão: o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Fernando Capez (PSDB) e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita; entre outros.
Em maio de 2016, foi criada uma CPI sobre o caso na Assembleia Legislativa de SP. A comissão, porém, encerrou os trabalhos em dezembro de 2016 sugerindo o indiciamento de 20 pessoas, mas sem responsabilizar nenhum político. A CPI da Alesp, no entanto, pediu o indiciamento de Moita.
O que o governador disse: Em seu novo site, inaugurado em outubro, Geraldo Alckmin disse que “jamais teve qualquer relação com as fraudes na compra de refeição de escolas”. O governador disse ainda que “o Estado de São Paulo foi vítima no caso”.
3. A seca em SP:
Entre 2014 e 2015, São Paulo viveu uma das maiores secas de sua história e teve problemas com o abastecimento de água. Foi necessário utilizar água do chamado “volume morto” do Sistema Cantareira por 19 meses. Alckmin nunca fez um decreto oficial de racionamento, mas, em diversas áreas do estado, pessoas relataram dificuldades para utilizar água.
O governador só foi admitir o problema publicamente em janeiro de 2015, quase um ano depois do início da crise, durante entrevista coletiva: “O racionamento já existe. Quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo a quantidade de água que é retirada das represas] no Cantareira, é óbvio que já está em restrição”.
O que o governador disse: Recentemente, em seu novo site, inaugurado em outubro, Alckmin disse que o governo enfrentou a seca sem fazer racionamento. “Foi a maior seca da história e não tivemos racionamento. Fomos administrando”, disse.
4. Escolas ocupadas:
Em setembro de 2015, o governo do estado anunciou a intenção de dividir os colégios estaduais de SP por ciclos de ensino. Assim, a maioria das unidades ofereceria aulas de apenas um dos três ciclos do ensino básico – anos iniciais (1º ao 5º) e finais (6º ao 9º) do ensino fundamental e ensino médio. Só que estudantes e professores foram contrários à medida, que implicava na transferência de cerca de um milhão de alunos, e ocuparam 196 escolas para protestar.
A Polícia Militar foi acionada para desocupar algumas unidades e foram registrados vários  episódios de violência. Após uma série de protestos, Alckmin decidiu suspender a reorganização das escolas e o então secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, deixou o cargo.
O que o governador disse: Ao suspender a iniciativa polêmica, Alckmin disse: “Entendemos que devemos aprofundar o diálogo. Isso fecha um ciclo que permite a gente ajudar no ensino infantil. Vamos dialogar escola por escola.”
5. Restrição de acesso a dados públicos:
Em outubro de 2015, a Folha descobriu que o governo paulista havia classificado como “ultrassecretos” documentos do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Antes disso, o portal iG tinha obtido negativas semelhantes de acesso à informações da Sabesp e o jornal O Estado de São Paulo em relação a dados da Polícia Militar e da secretaria de Administração Penitenciária. Devido ao sigilo imposto, eles não poderiam ser consultados. Em alguns casos, os documentos deveriam ficar restritos por 100 anos.
O que o governador disse: Questionado à época sobre o caso do metrô, Alckmin disse que “se não houver nenhum risco para os usuários do Metrô, nenhum problema, vai ser tudo liberado”. Alguns dias depois da polêmica, ainda em outubro de 2015, Alckmin criou uma comissão para avaliar os documentos sob sigilo e revogou a classificação secreta dos documentos.
6. Suspeita de corrupção nos Trens e Metrô:
Em 2013, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fez um acordo de leniência com a empresa alemã Siemens. As revelações da empresa motivaram uma investigação que resultou no caso que ficou conhecido como “cartel dos trens e do metrô”. Segundo o MPF, o cartel foi articulado entre 1999 e 2008, período dos governos de Mário Covas (que morreu em 2001) e também de Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2011), respectivamente.
Os fatos investigados, porém, abrangem um período maior. Além da Siemens, envolveu as empresas  Alstom, Daimler-Chrysler Rail, ADTranz, Mitsui e CAF. As suspeitas recaem em contratos de compra e de manutenção de trens e de linhas, além de construção de trechos das linhas 5-lilás e 2-verde do Metrô. Só em relação à obra linha lilás, a suspeita de desvio é de R$ 26 milhões. Desde 2014, já foram oferecidas 14 denúncias sobre o caso tanto no âmbito estadual como no federal. A mais recente é de junho deste ano e todas as ações são contra executivos. Até o ex-presidente da CPTM, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, se tornou réu, embora negue as irregularidades. O envolvimento de políticos começou a ser investigado, mas foi arquivado no STF, em 2015, devido à falta de provas. Ainda não há condenações relativas a esses processos.
O que o governador disse: Quando a 14ª denúncia foi realizada, Alckmin disse que: “Uma licitação feita que teve grande participação, grande número de interessados, que o desconto foi mais de 30%, a CPTM prestará todos os esclarecimentos, mas tenho a impressão que a tendência é ser arquivada, não tem nenhuma razão para esse processo”. A Justiça, porém, aceitou a denúncia em 30 de junho de 2017 e instaurou um processo.
Edição: The Intercept Brasil

NÃO SAIU DO GOVERNO: GERALDO ALCKMIN AFIRMA QUE REFORMA DA PREVIDÊNCIA TERÁ APOIO DO PSDB

Alckmin e Temer rindo do povo
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira, 1, que a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer terá o apoio de seu partido, o PSDB. Sem dizer quantos dos 43 deputados tucanos votarão a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) - que altera, entre outras coisas, a idade mínima para o brasileiro se aposentar -, nem se vai interferir nessa decisão, Alckmin passou a defender com mais ênfase o projeto, citando os valores médios pagos hoje pelos sistemas público e privado como estratégia para explicar que é preciso combater privilégios.
"A Previdência precisa ser reformada porque há dois sistemas e os dois têm déficit. Só que o do INSS (Instituto Nacional do Serviço Social), que tem déficit de R$ 160 bilhões a R$ 170 bilhões para 32 milhões de aposentados, tem distribuição de renda. Ninguém ganha mais de R$ 5 mil e a média é 1 salário mínimo e meio. Mas o déficit do setor público é preocupante. Tem déficit de mais de R$ 80 milhões para menos de 1 milhão de aposentados e pensionistas, com salários muito elevados. É o Robin Hood às avessas e, por isso, tem que ser corrigido," disse o governador à Rádio Capital.
Alckmin citou todos os valores médios pagos ano passado em aposentadorias: R$ 1.191 para o aposentado do INSS, R$ 8 mil para o servidor do Poder Executivo público, R$ 16 mil para representantes do Judiciário e R$ 24 mil para o Legislativo. "Não pode ter um sistema desses. Sempre defendi um regime geral de Previdência e vou lutar por isso, como já foi feito em São Paulo. Aqui, tanto o Legislativo, o Judiciário, o Executivo recebe teto do INSS e tem a opção de aderir à previdência complementar."
O tucano, no entanto, ressaltou que a PEC não será facilmente aprovada pelo Congresso, já que, por ser emenda constitucional, precisa de 308 votos. "Mas a proposta terá o apoio do PSDB. Nós vamos apoiá-la." Na quarta-feira (29), o governador já havia afirmado que o PSDB iria apoiar a reforma da Previdência sob qualquer circunstância, em referência a uma eventual saída da sigla da base governista.
À rádio, Alckmin não quis falar como presidente do PSDB. "Se assumirmos será só no dia 9. Antes disso não tem conversa, como presidente do partido, com o presidente Temer," completou. Amanhã os dois se encontrarão no interior paulista em dois eventos de entrega de moradias populares construídas com recursos do Minha Casa Minha Vida (programa federal) e Casa Paulista (programa estadual).
Ao fim da entrevista, o governador afirmou que quer ser candidato à Presidência da República ano que vem por se considerar preparado para o cargo. (AE)
Do Diario do poder